Entre desenhos e processos
O primeiro cenário a gente nunca esquece.
A experiencia que tivemos com o Remake, não foi nem um terço do trabalho que estou tendo para compor os cenários do nosso curta.
A primeira maior dificuldade é o atraso em outros processos da produção do curta. A segunda é a falta de dinheiro e a terceira é a falta de tempo.
Todo universitário, que além de estudar, trabalha, sabe o quanto é difícil conciliar as coisas. No meu caso, apesar de estar trabalhando com mais quatro pessoas na composição visual do curta, isso passou a dificultar a minha vida.
Por causa disso, o metrô tem sido o meu maior aliado durante esse processo, a maioria das idéias saem entre a Consolação e o Sacomã, e as vezes tenho o bônus do Sacomã até Santo André.
O cenário desse curta começou a ser pensado a partir de um desenho tosco, sem proporção nenhuma, baseado apenas em pequenas conversas com o professor de Direção de arte.
A partir dessas conversas fiquei atenta a necessidade de termos um cenário amplo para retratar a redação do jornal.
O outro ambiente, a casa de Clorinda, as observações são ainda mais peculiares. Clorinda é uma moça jovem, casada com um homem muito mais velho que ela. Então dentro deste ambiente, temos que mostrar características dessas duas pessoas, o lado moderno e o lado antigo. Ela e ele. Então, utilizaremos um rádio anterior a década de 1970, para mostrar o lado conservador e antido dele, e em uma das paredes utilizaremos um tecido como se fosse papel de parede, mostrando as influências que ela teve sobre a casa.
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